Lucas Vergilio faz discurso em favor de políticas públicas para a juventude

A Câmara dos Deputados promoveu nesta terça-feira(3), uma comissão geral para debater políticas públicas para a juventude e a atuação da Secretaria de Juventude. Durante o debate, os participantes afirmam que o Estado falha, pois não dá atenção suficiente ao jovem. O deputado Lucas Vergilio (Solidariedade-GO) defendeu a importância de se discutir o tema no país.

“Os jovens se mostram preocupados diante de um governo perdulário e querem ações concretas, como locais para prática de esportes, estudos, arte e combate à violência”, declarou Vergilio.

O parlamentar também criticou o corte orçamentário decorrente do ajuste fiscal e a possível extinção da Secretaria Nacional de Juventude.

“É lamentável que o ajuste fiscal do governo anuncie a extinção da já desestruturada Secretaria Nacional da Juventude”, lamentou o deputado.

Ao decorrer de seu pronunciamento, Vergilio lembrou ainda, que o Estatuto da Juventude está fundado nos seguintes princípios; promoção da autonomia e emancipação dos jovens; valorização e promoção da participação social e política da juventude, direta e por meio de suas representações; promoção da criatividade e da participação da juventude no desenvolvimento do país, entre outros.
“Infelizmente, o futuro de toda essa geração será comprometido devido a falta de responsabilidade na gestão da política econômica do país, pois deverá haver dois anos de recessão e as oportunidades de emprego serão cada vez menores, principalmente para quem deseja se inserir no mercado de trabalho”, disse o deputado.

Segurança aos jovens

Na Câmara, está em análise o Projeto de Lei Complementar (1/15), de autoria do deputado Lucas Vergilio, que institui o seguro obrigatório de responsabilidade civil das empresas, dos proprietários e dos promotores ou organizadores de eventos artísticos, recreativos, culturais, esportivos e similares, por riscos ou acidentes que possam ocorrer com a realização dos eventos.

A iniciativa surgiu após a tragédia que ocorreu na boate Kiss, ocorrida há exatos dois anos e setes meses – completos nesta quarta-feira (4) – que acarretou a perda de 242 vidas e centenas de feridos, alguns ainda com sequelas do desastre.

“Até o momento, não se obteve nenhuma condenação criminal dos responsáveis por aquela tragédia e, na esfera federal, o tempo está passando e não temos nenhuma mudança legal satisfatória. Ficou, a partir de então, o grande vácuo diante da impotência e insegurança do que pensávamos serem espaços adequados de convivência, a revolta frente à tragédia e a comoção pensando nos que ficaram sem seus filhos, amigos e parentes e, ainda, a angústia por perceber que há muitas outras boates nas mesmas condições em cada uma das nossas cidades”, destacou o parlamentar.